Imaginem o preço da prova de Delegado ??
TODA ORGANIZADORA DE CONCURSOS TEM SEU PREÇO!!
O DIA recebe denúncia e prova da Polícia Civil é anulada
Prova de Português vazou na noite de sábado, dia anterior ao concurso
Rio - A prova para investigador de 3ª classe da Polícia Civil, realizada na manhã deste domingo, dia 5, foi anulada após O Dia receber denúncia de que o conteúdo da prova de Português teria vazado. Na noite de sábado, véspera da realização do concurso público, um e-mail (foto) com a denúncia de fraude - dez questões da prova de português - chegou à redação do Jornal, às 19h42.
O material foi levado para os organizadores do concurso que decidiram anular as provas. A nova data da seleção, que reúne mais de 50 mil candidatos, será divulgada até o próximo dia 7.
O repórter encarregado de apurar a consistência da denúncia seguiu para um dos locais de aplicação da prova, a Universidade Estácio de Sá, da Avenida Presidente Vargas, 1560, no Centro, por volta das 10h deste domingo. Já no local, abordou alguns candidatos que estavam saindo da prova para comparar as questões. A veracidade da denúncia foi comprovada por volta das 10h30 com diversas pessoas. A estudante de Direito, Alessandra Santos, 25 anos, achou um absurdo. "Estudei muito, não estou acreditando nisso", desabafou.
Outro candidato abordado, que não quis se identificar, armou um escândalo e chamou a polícia. Por volta das 11h, o repórter apresentou as provas na 6ª DP (Cidade Nova) e foi instruído pelo editor do Jornal O Dia a deixar o local.
Grande operação de segurança não evitou fraude
Batizada de Minerva 2006, a Policia Civil havia preparado um grande esquema de segurança para evitar fraudes no concurso: nada menos que 186 homens e 62 viaturas em todos os 31 locais de prova, além de um helicóptero e 30 agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) estariam de prontidão no dia dos exames
As medidas, no entanto, não impediram que no próprio sábado, dia anterior à seleção, as provas já estivessem vazado.
Como foi desvendada a fraude
19h42 de sábado – E-mail chega ao O DIA com 10 questões da prova de português, que tem 30. Era necessário comprovar se o conteúdo da prova era igual a que os 50.240 candidatos ao cargo de investigador da Polícia Civil fariam no dia seguinte.
9h40 de ontem – Equipe do DIA chega ao prédio da Faculdade Estácio de Sá, na Avenida Presidente Vargas 1.560, Centro. E aguarda a permanência mínima de tempo na sala de prova acabar
10h30 – Sai o primeiro candidato, um policial militar, e confirma que a prova que o DIA tinha e a que ele fez na sala eram iguais. Minutos após, a universitária Alessandra Santos confirma autenticidade da prova.
10h40 – A polícia percebe que a prova havia vazado e decide apreender as duas provas que a equipe do DIA havia levado para a porta da Estácio.
11h20 – O diretor da Academia de Polícia Civil (Acadepol), delegado Sergio Caldas, e dois representantes da Cesgranrio, se reúnem com o delegado Alan Luxardo, na 6ª DP.
16h30 – Para enriquecer as investigações e comprovar a origem da denúncia, Sergio Caldas e equipe de seis peritos e policiais chegam ao DIA. Verificaram a hora e a data exatas do recebimento da mensagem que desencadeou as investigações.
17h44 – Após reunião na Cesgranrio, com o presidente da instituição, Carlos Alberto Serpa, o Chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, decide anular a primeira etapa do concurso para a investigação.