Olha a bagunça!!!
Só pra lembrar...a UEG é quem provavelmente irá elaborar o concurso pra delegado...
TCE suspende concurso da Saneago
Decisão foi tomada após fiscalização do órgão apontar uma série
de falhas no Núcleo de Seleção da UEG, responsável pelo concurso
Patrícia Drummond
O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) determinou no fim da tarde de ontem a suspensão do concurso da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago), cujas provas seriam aplicadas neste domingo e que tem mais de 19 mil candidatos inscritos. A Resolução nº 438, com data de ontem e assinada pelo presidente do TCE, Sebastião Tejota, e outros seis conselheiros, além do procurador do órgão, explica que a determinação foi expedida como medida cautelar.
Justificando a decisão, o TCE alega falhas na estrutura física do Núcleo de Seleção da Universidade Estadual de Goiás (UEG), responsável pelo processo de aplicação das provas. Os candidatos se inscreveram para a disputa de 209 vagas, oferecidas pela Saneago em 18 municípios.
“Foi apontado, por meio da nossa Comissão de Fiscalização, depois de algumas visitas, que a estrutura física do Núcleo de Seleção é inadequada para suportar a demanda, além de sobrecarga de trabalho dos servidores ali lotados”, destaca Tejota, lembrando que a fiscalização é uma função rotineira do órgão.
Fernando Xavier da Silva, coordenador de Fiscalização Estadual do TCE, acrescenta que foram verificadas pela equipe deficiências no sistema de segurança em todo o processo: elaboração, confecção, revisão, impressão, armazenamento e transporte das provas a serem aplicadas no concurso.
Na resolução, o TCE considera que a matéria requer urgência, “sob pena de, em tese, haver irreparáveis danos que podem advir da ocorrência de irregularidades provenientes dessas falhas”. O relatório apresentado à Coordenação de Fiscalização foi assinado por Christiana Julia Pimenta, Flávia Monteiro de Pina, Renato Kronit de Souza, Cyntia Cysneiros de Assis e David Pedroso de Moraes.
Após duas visitas ao Núcleo de Seleção da UEG, em Anápolis, nos dias 6 e 14 de fevereiro, a comissão sugeriu: elaboração de um projeto de estruturação e de segurança em tecnologia da informação, com controle de acesso e restrição à internet; eliminação do acesso a disquete da gráfica onde são rodadas as provas e também da estrutura de rede da coordenação acadêmica; além da criação de espaço físico apropriado para a gravação das imagens das câmeras de segurança.
Procedimentos internos
Também são sugeridas a elaboração de procedimentos internos adequados, como recebimento, guarda e arquivamento de material; melhoria das medidas de segurança física e melhor distribuição do cronograma de trabalho para não sobrecarregar as equipes responsáveis. O relatório pede, ainda, que o Núcleo de Seleção mantenha restrito o número de pessoas que têm acesso à gráfica.
Procurada pela reportagem por volta das 18h30, a diretora do Núcleo de Seleção da UEG, Maria Salete da Trindade Rebelo, disse que ainda não tinha conhecimento do assunto e que nenhum documento oficial havia sido recebido pela instituição até aquele horário. “Estou sabendo disso agora, pelos telefonemas de veículos de comunicação”, afirmou. “Pretendemos nos pronunciar assim que formos comunicados”, completou.
O consultor jurídico da Saneago, José Fernandes Peixoto, foi contactado pelo POPULAR às 18h50. Ele informou que havia sido comunicado da determinação do TCE “há cinco minutos”, mas sem o conhecimento do seu teor oficial. Segundo ele, hoje, no início da manhã, a diretoria da Saneago já iria agendar uma reunião com os responsáveis pelo Núcleo de Seleção da UEG para tratar do assunto e, então, oferecer ao TCE todos os esclarecimentos necessários.
“Durante a visita ao Núcleo de Seleção, nossa comissão detectou algumas deficiências no recebimento e armazenamento de provas, acesso à internet e conversa instantânea (Messenger) na Coordenação Tecnológica, além de controle deficiente na entrada da gráfica”, diz o coordenador de Fiscalização Estadual do TCE, Fernando Xavier da Silva. Segundo ele, a equipe também verificou que o depósito armazenava volumes, “uns lacrados e outros não, que indicavam ser documentos importantes, como provas, fichas de inscrições e cartões respostas”.
Desse jeito, quem pagar mais leva! É lamentável!